segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Redescobrindo o Demolidor

Fonte: Divulgação
        Vamos falar de hqs? Venho tentando aproveitar bem essas férias para por em dia minhas leituras e isso também inclui muito gibi. Tenho descoberto muita coisa boa dos quadrinhos europeus e mesmo do panorama nacional, mas hoje o assunto é sobre um dos meus heróis preferidos da Marvel, no caso o homem sem medo conhecido como Demolidor. Com um uniforme estranho que mais lembra um demônio, já temos aqui um contraste interessante, uma vez que o personagem pratica atos de heroísmo.
         Conheci Matt Murdock na extinta Superaventuras marvel da Abril, e logo de cara senti o quanto ele é diferente de seus colegas de editora. Primeiro que ele habita uma região barra pesada de Nova Iorque conhecida como a Cozinha do inferno, e sua figura meio que se mescla a essa ambientação, criando um herói urbano, mais próximo da realidade do que figuras que enfrentam ameaças do espaço, só pra dar um exemplo. Tráfico de drogas, crimes brutais e becos sujos fazem parte da vida do herói.
Algumas características dão o tom preciso ao personagem, como por exemplo o fato dele ser cego. Isso aumenta a tensão ao passo que o torna muito humano. Seu alter ego, o advogado Matt murdock vê a justiça como algo sagrado e é cercado por coadjuvantes críveis, como o amigo fogg nelson, só pra citar o exemplo mais próximo. Há ainda em suas histórias um bem vindo tom detetivesco com crimes indissolúveis e mulheres quase sempre fatais. Abaixo cito três sagas imprescindíveis para quem não conhece o universo do herói.
                A queda de Murdock: O grande clássico do personagem, com roteiro de Frank Miller e desenhos de David Mazzucchelli (a mesma dupla de Batman: ano um). Nessa hq, a namorada do herói, a problemática Karen Page revela sua identidade ao rei do crime. O resultado é uma série de eventos que destroçam a vida do advogado cego. Ele vai comer o pão que o diabo amassou e ver de qual modo  ressurgirá das cinzas é o grande mote dessa fantástica hq.
                    Demolidor: Redenção. Aqui acompanhamos  uma trama com toques macabros, envolvendo o assassinato de uma criança em uma cidadezinha do interior americano. Entra em cena não o Demolidor, mas o próprio Matt Murdock, que precisa provar a inocência de um jovem acusado pelo crime usando todo o potencial de seu intelecto.Uma aventura densa e bastante complexa, que foge um pouco dos padrões das hqs de super heróis. Cortesia dos talentosos David Hine e Michael Gaydos                
Fonte: divulgação
                    Diabo da guarda: Essa hq mexe com aspectos interessantes do herói, como sua formação moral católica e suas sempre confusas  relações pessoais. Trata de um bebê deixado aos cuidados de Murdock por uma garota de quinze anos que inexplicavelmente sabe sua identidade secreta e revela que Matt havia sido escolhido por Deus para proteger a criança . Tentando descobrir a origem do bebê nosso herói conhece o misterioso Nicholas Macabre, que alega que a criança na verdade é o próprio anticristo. Tem início um desafio que abala a fé e a propria sanidade do advogado cego. Roteiro bacana de Kevin Smith e desenhos de Joe Quesada em uma hq moderna e repleta de reviravoltas surpreendentes.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Cinco clássicos imperdíveis da sessão da tarde (Parte 2)

           Como prometido no post anterior, abro novamente os armários da memória afetiva para escolher desta vez cinco filmes de aventura que marcaram época e animaram muuuuitas das nossas tardes de outrora. Desta vez a tarefa foi ainda mais complicada, devido à quantidade enorme de produções que poderiam encabeçar a lista. Segui o critério principal escolhendo somente filmes exibidos na sessão da tarde, o que por si só já eliminou muitos filmes com teor mais maduro. Só depois da lista pronta percebi que acabou ficando de fora aquele cinema de ação com mais testosterona  representativo dos anos 80, e que possui muitos bons títulos. Uma pena, mas acho que no geral acabei ficando satisfeito com as escolhas. Vamos então em frente:
                     5º lugar: O enigma da pirâmide (1985). Nosso jovem Sherlock Holmes não agradou tanto o grande público, passando em branco nas bilheterias, mas achou lugar cativo no coração deste cinéfilo. Dirigido por Barry Levinson, tem uma trama bem amarrada, e possui uma cena que é considerada a primeira  100 por cento digital (o chamado cgi) da história do cinema. O Responsável pela cena? John Lasseter, que mais tarde se tornaria o todo poderoso do estúdio  Pixar.

             4º lugar: Conta comigo (1986) Uma espécie de  road movie juvenil que em meio a belas paisagens e sequências muito bem filmadas nos remete poderosamente a uma mensagem que dialoga com a criança que um dia todos nós já fomos. Baseado em um conto de Stephen King onde ele deixou vir a tona boa   parte de suas experiências em uma fase difícil de sua vida, o filme tem passagens simples e ao mesmo tempo muito marcantes.  Uma verdadeira celebração à amizade e ao espírito de aventura!
            
              3º lugar: De volta para o futuro (1985) Dirigido por Robert Zemecks e produzido por Steven Spielberg, essa é realmente uma obra impressionante dos anos 80.  Tem um roteiro extremamente inteligente, que não subestima o expectador e o joga em uma viagem ao tempo com categoria, não deixando nenhum furo e oferecendo um espetáculo visual caprichadíssimo. Michael J, Fox e Christopher Loyd nasceram para seus respectivos papéis e a química que demonstraram fizeram do filme um sucesso estrondoso da época.

                   2º lugar: Os goonies (1985) Lembrado por uma legião de fãs, este longa marcou época ao nos apresentar uma aventura cativante e repleta de adrenalina. Não há nada mais anos 80 que Cindy Lauper cantando a música tema do filme e pedindo socorro ao produtor executivo Steven Spielberg. Aqui a direção ficou sob o comando de Richard Donner mas a temática do longa o aproxima tanto do Spielberg que até parece que tudo ficou a cargo dele. Ah e o "interrogatório" imposto pelos vilões ao gordinho continua uma delícia de se ver!

1º lugar: Indiana Jones e os caçadores da arca perdida (1981) Esse é realmente insuperável,  uma aventura com A maiúsculo que tornou-se um marco no cinema moderno. Surgiu da cabeça de George Lucas como uma espécie de homenagem aos filmes das matinês da década de 30 e 40, mas ganhou status próprio ao redefinir padrões: Indiana não é invulnerável, ele apanha bastante, se enche de hematomas e é um herói imperfeito. Há passagens clássicas e uma trilha sonora inconfundível. O bom humor da história foi muito bem vindo e conseguiu caminhar junto a um suspense bem trabalhado, que culmina com o momento sombrio em que a arca é finalmente aberta. Eu queria ser Indiana Jones. Pensando bem, ainda quero ser!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Cinco clássicos imperdíveis da sessão da tarde!

        Lá pelos meados dos anos 90 vivia-se um tempo em que nem todo mundo tinha video-cassete em casa, internet era coisa de ficção científica e as tardes poderiam ser  preenchidas por uma sessãozinha de cinema pela tv mesmo. Uma geração inteira estava livre da classificação indicativa e curtiu muita coisa boa/ruim produzida principalmente nos longínquos anos 80. Eu aproveitava e emendava a sessão da tarde com as séries da sessão aventura. Sim, meus caros, eu aproveitava ótimos seriados de tv para a minha idade e era livre desse suplício de fim de tarde chamado Malhação. Essa pequena lista tem uma regra: Todos os filmes tem temática voltada para adolescentes, ficam de fora então os arrasa quarteirões maravilhosos tipo Indiana Jones, que irão para uma outra lista temática que eu estou preparando. Então vamos lá:
         
            5º lugar: Um alguém muito especial (1987). Não lembra desse? Foi muuuito reprisado, tem um elenco de primeira (no caso os teens da época) e uma trilha sonora muito bacana. A temática é o amor não correspondido, muito comum nas produções dos anos 80. Na história Eric Stoltz se apaixona pela popular do colégio que nem está aí e quer mais é que ele morra. O cara não percebe que sua melhor amiga (o alguém especial do título)  também nutre por ele um amor secreto e busca sua ajuda para conquistar a pessoa errada. Direção de John Hughes. Confira ao lado a foto do elenco principal.

                                                                                                   
              4º lugar: Uma noite de aventuras (1987). Esse tem a Elizabeth Shue como uma babá que passa por vários apuros na cidade grande tendo que dar conta de uma turma de crianças e adolescentes sem que seus pais percebam esse pequeno "passeio". Tem a direção do Chris Columbus (Harry Potter e a pedra filosofal) e é um filme delicioso de se ver. Destaque para a garotinha fanática pelo Thor, o Deus do trovão da Marvel, que rende ótimos e inusitados momentos na história.



         3º lugar:  O clube dos cinco (1985) Considerado um filme símbolo da década de 80, trata de cinco adolescentes que são postos na detenção por causa de pequenas infrações. Cada um deles é um estereótipo ( a patricinha, o rebelde, o popular, a esquisita e o nerd) a ser desconstruído! Sim, aqui as obviedades são rompidas e o que se vê é quase um ensaio sobre as implicações da adolescência. Amo demais esse filme, homenageado claramente em um episódio marcante da primeira temporada de Dawsons Creek. Ah, sim e o diretor é o ótimo John Hughes.
           



                2º lugar: Karatê Kid, a hora da verdade  (1984)  Essa segunda posição foi uma escolha muuuito pessoal, e que ninguém se engane: o karatê aqui é apenas pano de fundo para uma história de auto-descoberta, amizade e superação pessoal. Acho que devo ter visto esse filme umas dez vezes! São tantos os pontos positivos da trama. Para começar tem a namoradinha que todo mundo queria ter (Elizabeth Shue), um treinamento repleto de passagens clássicas conduzido pelo eterno Sr. Myagi e cenas de ação bem executadas para manter presos os moleques. Não escapa de uma certa breguice perdoável em alguns figurinos e na música eletrônica que rege boa parte da trama. Aliás nem sei se isso é defeito, pois o torna ainda mais delicioso de se ver à medida que envelhece. Mas tem uma cena que cravou firme na memória de toda uma geração: O heroi Daniel Larusso ( Ralph Macchio) equilibrando-se em um toco de árvore na praia, treinando o golpe que o faria um vencedor. Sentimental e com uma ótima mensagem positiva, acho que mereceu a segunda posição com louvor.

1º lugar: Curtindo a vida adoidado ( 1986) Adivinhem quem é o diretor? Sim, de novo John Hughes (!) realmente um mestre dos filmes para adolescentes. Aqui novamente conseguiu-se captar com maestria os anseios de toda uma geração, construindo uma verdadeira ode à liberdade. Ferris Bueller (Matthew Broderick) é um estudante que mata um dia de aula para divertir-se. Simples assim. Só que a forma como a história é contada, e a escolha acertadíssima de Broderick no papel principal tornam a experiência única e inesquecível. São tantas as cenas do filme que ficaram arraigadas no imaginário popular que é difícil citá-as em um texto curto. A ferrari sendo destruída deixou o público de boca aberta, mas para mim nada supera Ferris cantando Twist and shout para um público enlouquecido. Realmente uma obra eterna! Ah, em futuro post os principais filmes de aventura que embalaram as tardes desse blogueiro!